5. OS ROTEIRISTAS: O QUE FAZEM? ONDE VIVEM? DO QUE SE ALIMENTAM? (PARTE 2) 

Continuando nosso papo sobre as áreas de atuação do roteirista… 

– Roteiristas podem trabalhar com mentoria, formação e treinamento de equipes; 

– Podem trabalhar na área de criação publicitária usando o storytelling em projetos de brandcontent, de product placement, institucionais e peças publicitárias, que atendam parcerias entre produtoras ou agências e seus clientes, ou entre o canal e os patrocinadores particulares e públicos (empresas, bancos, comércio, Prefeitura, Governo, etc.); 

– Podem se especializar em ações transmídia, que usam as redes sociais pra alimentar a audiência do produto principal, criando conteúdos exclusivos para second screen, por exemplo, cenas bônus que não foram ao ar, que o público assiste no site do programa ou nas redes sociais, ações na internet pra fidelizar a audiência e envolver o patrocinador… 

– Roteiristas também podem planejar coletivos criativos em parceria com faculdades, cursos livres, centros culturais e startups, implantar e supervisionar equipes e writers’ rooms em produtoras. 

– Podem trabalhar como pareceristas, em curadorias de editais ou selecionando os roteiros que são enviados para as produtoras, avaliando conteúdos, personagens e a força do roteiro como produto no mercado audiovisual.   

– O roteirista também pode atuar na área de edição de texto – avaliando a performance do roteiro e brifando o roteirista para melhorar cenas, desenvolvimento de personagens e situações para que o roteiro chegue à aprovação final. 

– E não podemos esquecer do scriptdoctor – o roteirista contratado pelo roteirista ou pela produtora para avaliar e “melhorar” o roteiro final, provocando intervenções que ajudarão o roteiro a performar melhor no mercado.   

O roteirista trabalha muuuuuuuitoooo, e tem uma responsabilidade gigante sobre seus ombros, em especial o autor.  

Pensa bem, todos aqueles nomes que sobem nos créditos ao final de qualquer programa, são profissionais envolvidos no seu trabalho, que surgiu lá daquela ideia doida que você teve, e agora dependem do seu roteiro para manter os seus empregos e sustentar suas famílias durante os meses de produção e pós produção. 

O canal depende do seu roteiro para vender os espaços comerciais. 

O público depende do seu roteiro para assistir ao seu programa. 

Todos dependem de você. Seu roteiro é a base da pirâmide. 

Isso quer dizer que ser roteirista não é pros fracos. Não é pra amadores. Você não pode ter uma dor de barriga, um “ah, hoje tô sem inspiração”, não pode.  

Você vai escrever mesmo na TPM, mesmo com um filho cheio de bronquite na madrugada, não importa se você tá feliz, se tá triste, não importa. Você tem que entregar o texto no prazo e ponto final. 

Pode ser uma semana inteira de capítulos de novela, um longa ou um curta-metragem, um reality incrível, um seriado fantástico, podem ser 6 meses ou 1 semana de trabalho.  

O produto inteiro está aí, dentro da sua cabeça esperando “virar” roteiro e ser produzido.  

E pra isso acontecer, só tem um jeito.  Escrever.  

E aí, vai encarar? Então vamos lá, arregaça as mangas e se prepara… 

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